Caso Magó avança na Justiça e júri popular pode ser marcado após negativa de recursos em tribunais superiores
Crime bárbaro foi em 2020, em Mandaguari/PR e entra em fase decisiva; defesa teve pedidos negados no TJ-PR, STJ e STF

O caso da bailarina Maria da Glória Poltronieri Borges, conhecida como Magó, deu um importante avanço na Justiça e pode finalmente chegar ao júri popular nos próximos meses.
Após anos de tramitação, todos os recursos apresentados pela defesa do acusado, Flávio Campana, foram negados em todas as instâncias judiciais. As tentativas buscavam a desclassificação do crime e a concessão de liberdade, mas não obtiveram êxito.
As decisões passaram pelo Tribunal de Justiça do Paraná, em Curitiba, e também pelos tribunais superiores em Brasília, incluindo o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.
Com o esgotamento dos recursos, o processo retornou à primeira instância e agora entra na fase de preparação para o julgamento.
Fase de preparação do júri
Neste estágio, acusação e defesa passam a arrolar testemunhas, solicitar diligências e definir estratégias para o julgamento em plenário.
Após essa etapa, a Justiça de Mandaguari será responsável por marcar a data do júri popular.
A família de Magó é representada pelo advogado, Israel Batista de Moura, que atua como assistente de acusação, acompanhando de perto cada avanço do processo.
Crime gerou forte comoção
O assassinato de Magó, registrado em 2020, causou grande repercussão em . A jovem bailarina foi morta por asfixia e foi violentada sexualmente.
Durante as investigações, Flávio Campana foi identificado como principal suspeito e acabou preso. Ele estava no mesmo local e data em que Magó fazia um retiro espiritual. O lugar fica em uma área turística rural de Mandaguari. Desde então, o caso passou por uma série de recursos judiciais que prolongaram o andamento do processo.
Expectativa por julgamento
Com o avanço para a fase final antes do júri, cresce a expectativa por uma definição no caso.
Para familiares e pessoas próximas, a possibilidade de julgamento representa um passo importante na busca por justiça, seis anos após o crime.
A data do júri ainda não foi definida, mas a movimentação recente indica que o caso pode estar próximo de um desfecho.
Flávio Campana segue preso.
