Júri popular de acusado de feminicídio em Nova Esperança está marcado para o dia 18 de junho
O Tribunal do Júri de Nova Esperança vai julgar no próximo dia 18 de junho o caso do feminicídio que chocou a cidade e toda a região noroeste do Paraná

O réu, Ricardo Aparecido Rocha, de 42 anos, é acusado de matar a ex-companheira Rosimara Adriana Manthay, de 40 anos, no dia 17 de abril de 2025.
O crime aconteceu no Jardim das Flores, em Nova Esperança. Conforme as investigações da Polícia Civil, Rosimara retornava de uma missa acompanhada da filha do casal, de apenas 12 anos, quando foi surpreendida pelo ex-companheiro.
De acordo com a apuração policial, Ricardo teria se escondido atrás de uma árvore em uma rua escura e aguardado a aproximação da vítima para cometer o ataque. Rosimara foi atingida por pelo menos 11 golpes de faca e morreu ainda no local. A filha do casal presenciou toda a cena de violência.
As investigações apontaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento, que havia durado mais de dez anos. A vítima já possuía medida protetiva contra o ex-companheiro.
Após o crime, Ricardo Aparecido Rocha fugiu e permaneceu foragido por cerca de uma semana. Ele se apresentou na delegacia da Polícia Civil de Nova Esperança no dia 24 de abril de 2025. Durante o depoimento, permaneceu em silêncio.
A faca usada no assassinato foi encontrada pela polícia dentro de um bueiro, poucas horas após o feminicídio.
Na época da prisão, a defesa do acusado divulgou uma nota afirmando que ele estava arrependido e pediu desculpas à família da vítima e à filha do casal.
O julgamento está previsto para ocorrer no fórum da comarca de Nova Esperança e a expectativa que deverá reunir familiares, amigos e moradores da cidade.
O caso teve grande repercussão pela brutalidade do crime e pelo fato de a vítima ter sido assassinada na presença da própria filha.
