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Esportes

McGinn: A Escócia quer dificultar para Brasil e Marrocos

O meia autor do gol da vitória e o atacante Ben Gannon-Doak comentaram o triunfo escocês sobre o Haiti em Boston, e já pensam nas próximas partidas

Por Claudiomar César
14/06/2026 4 min de leitura
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McGinn: A Escócia quer dificultar para Brasil e Marrocos

O gol de John McGinn que deu uma vitória na Escócia sobre o Haiti (1 a 0) pode não ter sido o mais bonito de sua carreira, mas certamente foi um dos mais importantes.

Foi o primeiro gol escocês em uma Copa do Mundo da FIFA™ desde a última participação do país no torneio, em 1998. Além disso, colocou a seleção na liderança do grupo e levou ao delírio os milhares de torcedores escoceses que competiram no estádio.

"Não foi meu gol mais bonito, mas e daí?", disse o radiante McGinn sobre o chute desviado que balançou as redes aos 28 minutos do primeiro tempo. "Foi tudo muito surreal, para falar a verdade. Quando a bola bateu no fundo das redes, eu vi os torcedores escoceses no estádio indo à loucura. Parece que ainda não caiu a ficha, mas a sensação é incrível."

"Oportunidades assim não aparecem com tanta frequência", contínuo. "Em outros grandes torneios, nos perguntávamos se estávamos dando o nosso melhor. Ou sabíamos achando que ideias ter feito mais, ter marcado mais."

"Foi isso o que tentei trazer para o jogo desta noite. Nem sempre tudo deu certo como eu queria, mas me prometi que seria positivo e tentei coisas. Se não desse certo, eu busquei a bola e tentei de novo."

McGinn também admitiu certa frustração pelo fato de a Escócia não ter conseguido importar seu jogo em determinados momentos da partida. Mesmo assim, está confirmado que a seleção tem muito a dar contra Marrocos e Brasil, os próximos adversários na fase de grupos.

“O bom para nós é que temos mais a mostrar”, prometeu. "O Haiti é uma seleção que marca muitos gols e é perigoso no ataque, e por isso o mais importante esta noite era não tomar gol."

“Brasil e Marrocos estão entre os melhores dez do mundo. Conhecemos as qualidades que eles têm, mas pode ser que para nós seja um pouco melhor jogar no contra-ataque e dificultar a vida deles. Sabemos o que está em jogo”, concluiu.

Atacante comemora maior jogo da carreira


Ben Gannon-Doak teve participação decisiva no gol de McGinn: ele avançou com velocidade pelo lado direito e cruzou para a área, onde a bola encontrou o craque do Aston Villa.

Com apenas 20 anos, Gannon-Doak foi uma das melhores escoceses em campo, com velocidade, capacidade de penetração e criatividade que deram muita dor de cabeça à defesa haitiana. Ao conversar com a FIFA sobre como classificaria essa partida entre as que já jogaram em sua carreira promissora, ele não teve dúvidas.

"Número um", destacado. "Uma estreia em Copa do Mundo nos Estados Unidos... Não tem como ser melhor, ainda mais jogando por um país como a Escócia. Nossa torcida foi incrível. As escoceses gostam de viajar, viajam em grande número e fazem muito barulho! Estou muito feliz. Adorei cada minuto."

Gannon-Doak também falou sobre como conseguiu jogar com tanta liberdade e criatividade no palco mais importante do futebol. "Só posso agradecer a Deus", enfatizou. "Sei que posso entrar em campo com confiança, sabendo que ele está do meu lado. Posso jogar sem medo."

O atacante do Bournemouth elogiou McGinn e explicou como a Escócia pode melhorar para o duelo de sexta-feira com o Marrocos.

"Antes de mais nada, ele [McGinn] enche o saco sem parar, mas é um cara genial", brincou. “Ele já viveu muitos altos e baixos com a camisa da Escócia, então nem consigo imaginar o que sentiu quando a bola entrou”, disse. “Conseguimos sair na frente e jogamos um futebol razoável em alguns momentos, mas teria sido melhor segurar mais a bola no final da partida e fechar o jogo com mais um gol ou dois. Sabemos que podemos fazer melhor. Conhecemos o nosso nível”, acrescentou.