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Policial

Mulher com medida protetiva é morta pelo ex-companheiro em Jandaia do Sul; filha de 14 anos fica ferida

Glaucia Pinheiro Martins de Oliveira, de 33 anos, foi atacada dentro de casa na manhã desta terça-feira (1º); ex-companheiro, Cristiano Aparecido de Oliveira, de 45 anos, morreu no local após tirar a própria vida

Por Claudiomar César
01/09/2026• 4 min de leitura
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Mulher com medida protetiva é morta pelo ex-companheiro em Jandaia do Sul; filha de 14 anos fica ferida

Uma mulher de 33 anos foi vítima de feminicídio na manhã desta terça-feira (1º), em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí. Glaucia Pinheiro Martins de Oliveira foi morta dentro da própria residência, na Rua Benedito Goulart, na região do Jardim Universitário.

O principal suspeito do crime, Cristiano Aparecido de Oliveira, de 45 anos, era ex-companheiro da vítima. Ele também morreu no local após tirar a própria vida.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 5h, após uma adolescente pedir socorro e informar que o pai havia atacado a mãe. Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram Glaucia e Cristiano já sem vida.

Filha tentou defender a mãe

A filha do casal, de 14 anos, estava na residência no momento do ataque e tentou intervir para defender a mãe. A adolescente sofreu ferimentos nas mãos e nas pernas e foi encaminhada para atendimento médico.

Segundo a Polícia Civil, a adolescente ficou bastante abalada com a tragédia e não deverá ser ouvida imediatamente pelos investigadores. O depoimento deverá ocorrer posteriormente, quando houver condições para que ela possa relatar o que presenciou.

Vítima tinha medida protetiva

Um dos pontos que mais chama a atenção na investigação é que Glaucia possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro.

Segundo a delegada Kethilin Schwingel Iurino, responsável pela investigação, a vítima havia solicitado a medida no final de junho, relatando que o relacionamento havia se tornado insustentável e mencionando situações de violência psicológica e humilhação.

Ainda conforme a Polícia Civil, Cristiano teria descumprido a determinação judicial ao utilizar transferências via PIX, inclusive de valores muito baixos, para enviar mensagens à ex-companheira. Ele também teria utilizado a filha para tentar manter contato com Glaucia.

Intimado um dia antes do feminicídio

Outro detalhe revelado pela investigação é que Cristiano havia sido intimado na tarde de segunda-feira (31), apenas um dia antes do crime, em razão do suposto descumprimento da medida protetiva.

Ele também teria sido comunicado de uma decisão judicial relacionada à pensão alimentícia dos filhos.

Segundo a delegada, após receber as intimações, Cristiano teria ficado abalado. A investigação encontrou um caderno com anotações feitas por ele, nas quais teria deixado pedidos de desculpas aos pais e mensagens direcionadas aos filhos, além de orientações relacionadas às finanças.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ele tenha planejado o crime antes de ir até a residência da ex-companheira.

Investigação trata o caso como feminicídio seguido de suicídio

A Polícia Civil confirmou que o caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio.

A dinâmica exata do crime ainda está sendo apurada. Segundo a investigação, a arma utilizada teria sido uma faca encontrada dentro da própria residência.

A Polícia Militar apreendeu duas facas no local: uma encontrada na área externa do imóvel e outra, com vestígios de sangue, localizada no quarto onde os corpos foram encontrados.

Equipes do Samu, Brigada Comunitária, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica foram mobilizadas para atender a ocorrência e realizar os procedimentos necessários.

Os corpos foram encaminhados para os exames médico-legais.

A Polícia Civil continuará a investigação para esclarecer todos os detalhes da ocorrência, incluindo a forma como Cristiano entrou na residência e a sequência exata dos acontecimentos.

O caso provoca comoção em Jandaia do Sul e chama a atenção novamente para a gravidade da violência contra a mulher, especialmente em situações nas quais já existe uma medida protetiva determinada pela Justiça.