Mulher muda versão sobre suposto estupro durante corrida por aplicativo; Polícia Civil mantém investigação em Maringá
A mulher que mentiu na primeira versão dos fatos poderá responder por falsa comunicação de crime. O artigo 340 do Código Penal Brasileiro prevê pena de detenção de 1 a 6 meses ou multa

A Polícia Civil do Paraná informou que segue investigando um caso inicialmente registrado como roubo e estupro envolvendo uma mulher que utilizou um serviço de transporte por aplicativo em Maringá. No decorrer das investigações, porém, a própria denunciante voltou à Delegacia da Mulher e apresentou uma nova versão sobre os fatos.
De acordo com a corporação, o caso é apurado por meio de um Inquérito Policial instaurado na Delegacia da Mulher de Maringá.
Primeira versão
No atendimento inicial, a mulher relatou que havia solicitado uma corrida por aplicativo após sair do trabalho. Segundo o primeiro depoimento, ela teria perdido a consciência durante o trajeto e, ao despertar, percebeu que estava sem a roupa íntima e que uma determinada quantia em dinheiro havia desaparecido. Diante da situação, levantou suspeitas de que pudesse ter sido vítima de estupro e roubo, apontando como suspeito o motorista responsável pela corrida.
A denúncia deu início às diligências da Polícia Civil para esclarecer o caso.
Nova declaração altera rumo da investigação
Posteriormente, ao prestar novo depoimento aos investigadores, a mulher retificou as informações apresentadas inicialmente.
Segundo a nova versão, após deixar o trabalho ela esteve em um estabelecimento comercial e, em seguida, utilizou normalmente o transporte por aplicativo, sem que houvesse qualquer intercorrência durante a viagem.
Ainda conforme declarou, após desembarcar, ela foi até a residência de uma pessoa com quem mantinha um relacionamento casual. No local, consumiu bebida alcoólica e afirmou não se recordar completamente do que aconteceu depois.
Ela relatou que somente posteriormente passou a suspeitar do desaparecimento da quantia em dinheiro.
Pessoa citada foi identificada e ouvida
A Polícia Civil informou que a pessoa mencionada pela mulher foi identificada e prestou depoimento. Em seu interrogatório, negou qualquer participação no desaparecimento do dinheiro ou em eventual violência.
Além da oitiva, outras diligências investigativas foram realizadas para esclarecer as circunstâncias do caso.
Investigação continua
Apesar da mudança na narrativa apresentada pela mulher, a Polícia Civil destaca que o inquérito permanece em andamento.
Os investigadores buscam esclarecer tanto as circunstâncias relacionadas ao desaparecimento da quantia em dinheiro quanto a alegação de eventual violência sexual, verificando todas as informações disponíveis antes da conclusão do procedimento.
Polícia reforça importância de informações verdadeiras
Em nota, a Polícia Civil ressaltou que é fundamental que as informações fornecidas às autoridades sejam verdadeiras e precisas.
Segundo a instituição, relatos incorretos podem comprometer o trabalho investigativo, causar prejuízos à apuração dos fatos e atingir pessoas eventualmente mencionadas em registros policiais sem que haja comprovação de envolvimento.
A investigação segue em andamento e, até o momento, não houve conclusão definitiva sobre os fatos apurados pela Delegacia da Mulher de Maringá.
Vídeo, Delegada Paloma Gonçalves Batista:
