Reunião em Marialva debate impactos da deriva de herbicidas
Encontro reuniu especialistas, produtores e autoridades para buscar soluções que minimizem prejuízos à viticultura e outras culturas sensíveis

Na manhã do último dia 7 de abril, o município de Marialva sediou uma importante reunião para discutir os impactos da deriva de herbicidas auxínicos, tema que tem gerado preocupação entre produtores rurais, especialmente na viticultura e em outras culturas sensíveis.
O encontro, realizado na Casa da Cultura, reuniu representantes do IDR-Paraná, da ADAPAR, da Prefeitura de Marialva, além de engenheiros agrônomos, pesquisadores, cooperativas e produtores de soja e uva.
A deriva desses herbicidas, utilizados principalmente no controle da buva nas lavouras de soja, tem causado danos significativos em culturas vizinhas, reduzindo produtividade e impactando diretamente a renda dos produtores. Durante a reunião, foram apresentados dados que evidenciam a importância econômica dessas culturas para o município, reforçando a necessidade de ações efetivas.
Um dos destaques foi a apresentação do engenheiro agrônomo Verner Genta, que, em parceria com o IDR e pesquisadores, vem conduzindo estudos em sua propriedade. Os resultados apontaram que determinadas moléculas de herbicidas auxínicos são mais agressivas e apresentam maior potencial de causar danos por deriva, contribuindo para embasar futuras decisões técnicas.
Segundo representantes da ADAPAR e do IDR, os índices de danos em Marialva já apresentaram melhora significativa, reflexo do cumprimento das normas vigentes, como o respeito à distância mínima de aplicação de 2 mil metros e a ausência de comercialização formal desses produtos no município.
No entanto, ainda há registros de prejuízos, que podem estar relacionados à deriva proveniente de municípios vizinhos. Diante disso, foi definido que a ADAPAR, em conjunto com o IDR, intensificará ações de fiscalização e orientação nas regiões de entorno, com foco na melhoria das técnicas de pulverização e no uso responsável dos produtos.
A expectativa é reduzir ainda mais os impactos, buscando níveis mínimos de perdas — idealmente abaixo de 5% — garantindo a sustentabilidade das atividades agrícolas e a preservação de culturas fundamentais para a economia local.
Fonte: Comunicação PMM
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